O MINISTÉRIO DO TRABALHO tem exercido a função de verdadeiros perseguidores dos cafeicultores e trabalhadores rurais, escorchando-os e usando a força, truculência e poder repressivo numa total demonstração de uma atividade apatriótica impondo multas absurdas e trazendo um clima de intranqüilidade nas regiões cafeeiras, principalmente no Sul de Minas Gerais, através da regional do MINISTÉRIO DO TRABALHO de Varginha, comandada por gerência perseguidora e intimidadora que já está no “pedestal” do poder a muitos anos e deveria ser reciclado. Nós da SINCAL não podemos mais aceitar injustiças contra cafeicultores organizados e exemplares. Não somos contra a fiscalização, mas, não podemos mais aceitar a forma como vem sido realizada. Somos produtores rurais sindicalizados, somos patrões, geramos milhões e milhões de empregos, recolhemos impostos e caros, inclusive para pagar o salário desses apatriotas, mal – feitores e repressores. Estamos recolhendo via C.N.A (Confederação Nacional da Agricultura), a contribuição Sindical, que parte da mesma (20%), vai direto para o MINISTÉRIO DO TRABALHO, para nos multar e intimidar, ou seja, estamos pagando para sermos multados, reprimidos, escorchados, desprezados entre outros. Precisamos acabar com esses 20% que vai para o MINISTÉRIO DO TRABALHO, e passar para a SINCAL que realmente luta pelos cafeicultores, pois esse repasse de 20% para o MINISTÈRIO DO TRABALHO, é totalmente injusto e ilógico. Temos uma série de “Chupins” na retórica do “Tico–Tico e os Chupins”. Os Cafeicultores são os Tico–Ticos e o principal Chupim é o MINISTÉRIO DO TRABALHO.

No meu caso pessoal, desse signatário, em nome da SINCAL, fui fiscalizado 13 anos em 14 anos sucessivos. Sempre acharam “pêlo em ovo” para multar-me. A minha fazenda é certificada pela UTZ CERTIFIED e fomos agraciados pela certificadora como uma fazenda exemplar no LADO SOCIAL. Nossos colaboradores são tratados com dignidade humana e profissional, todos comem e bebem na fazenda, que possui cantina a 16 anos, que serve alimentação muito melhor que em muitos restaurantes. O Café da manhã com mel, queijo, pão, leite, manteiga, frutas, bolachas e café (sempre cereja, Natural ou Bebida Dura para melhor), almoço e jantar, sempre com cardápio variado, com carne e sobremesa. Isso todos os dias e GRATUITAMENTE. Nesses 16 anos investimos por volta de R$ 500.000,00, na cantina em prol do LADO SOCIAL. Montante esse que estou devendo em entidades financeiras, mas nunca tirarei da “boca” dos meus colaboradores, em prol da minha própria comodidade pessoal. Além disso, fornecemos calçados, roupas entre outros, gratuitamente, além de premiações por méritos. Quanto ao aspecto de educação, que além dos cursos do SENAR para a nossa equipe, ainda convidamos colaboradores de outras fazendas, bem como das comunidades vizinhas, onde convidamos também senhoras para realização de cursos de artesanatos, culinária, Saúde e Alimentação... Fizemos um investimento, com apoio financeiro e logístico, para os filhos de nossos colaboradores e conseguimos formar, um profissional com curso superior pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Boa Esperança, em Gestão Ambiental e mais dois Técnicos Agrícolas, pela Escola Agrícola Federal de Inconfidentes. Além disso, dispomos para os nossos colaboradores, computador, internet à vontade para os mesmos e mantemos diversas revistas, jornais, livros e periódicos a disposição, tanto para ler nos horários de intervalos, como para leitura em casa, além disso, a fazenda fornece um campo de futebol (bolas, uniformes) e jogos de mesa para os colaboradores. Em compensação a tudo isso, estamos sendo perseguidos e multados. Mas, Deus tem me agraciado com saúde para lutar contra as injustiças.

Que País é esse? Que MINISTÉRIO DO TRABALHO é esse? Nos países desenvolvidos, onde o empregador como nós cafeicultores que empregamos milhões e milhões de trabalhadores, possuem apoio governamental, inclusive até com assistente social e subsídios. Mas aqui, num País de terceiro mundo somos tratados como se estivéssemos em Cuba ou no Regime Comunista. Queremos avisar ao MINISTÉRIO DO TRABALHO, que o Muro de Berlim, faz 20 anos que foi derrubado. Se é, que eles não sabem!

Muitos dos nossos colaboradores estão trabalhando desde o inicio da fazenda em 1987, possuem casas próprias, carros, sítios e um ótimo padrão de vida e I.D.H. Mas, isso não é reconhecido pelo Ministério do Trabalho.

Muitas fazendas deveriam ser elucidadas, como exemplo, do Agronegócio Brasileiro, baseado no tripé SOCIAL, ECONÔMICO E AMBIENTAL, mas, o nosso MINISTÉRIO DO TRABALHO, somente fica denegrindo nossa imagem, filmando cenas deprimentes em casos esporádicos, dando ao Mundo a visão de um Agronegócio subdesenvolvido. Porque não mostram na TV o que há de bom nas Fazendas? Estão denegrindo os Cafeicultores e a nação. APATRIOTAS, ARCAICOS E DESCOLADOS DA REALIDADE e usando uma tal portaria (porcaria) NR 31 para reprimir e extorquir os Produtores Rurais. Precisamos senhores Cafeicultores, Sindicatos de Produtores e Trabalhadores Rurais, Federações, Deputados e outros, derrubar essa portaria, pois o MINISTÉRIO DO TRABALHO a usa como “bengala” para nos extorquir e nos reprimir. NR 31 que está totalmente descolada da realidade e nem os países de melhores I.D.H, como os escandinavos, conseguem cumpri - lá. Essa NR 31 é um absurdo contra a produção e desenvolvimento do Agronegócio.

Além disso, muitos “trabalhadores” recebem o Bolsa Família ou outra “ajuda” governamental tirando-lhes a dignidade, e esses “trabalhadores” não querem registro na CARTEIRA PROFISSIONAL, para não perder “as ajudas” e assim não trabalham e falta mão de obra em muitas regiões cafeeiras. Se trabalharem, seremos multados. Isso é um verdadeiro contra-senso. Como faremos nesse caso? Indagamos o MINISTÉRIO DO TRABALHO? - Vamos deixar esse contingente enorme de brasileiros que deveriam estar produzindo e, enquanto isso,  ficam a “mercê” do ostracismo e, “cabeça vazia, oficina do diabo”, trazendo conseqüência de violências sociais, alcoolismo, drogas, roubos entre outros? O mesmo acontece com nossa juventude, inclusive no setor rural, que 40% dos jovens dos 16 aos 24 anos estão desempregados, pois se criaram leis que impedem os filhos de trabalhar mesmo acompanhados dos pais nas lavouras de café. A maior lição aprende-se trabalhando, no bojo da família. Cultivamos na sociedade, adolescentes e jovens marginais que partem para o crime e a violência, as drogas entre outros. Enquanto seus pais trabalham, eles ficam na periferia das cidades ou comunidades rurais, usando drogas e aumentando cada vez mais a violência. Onde vamos parar com isso? Hoje a cafeicultura está recheada de adultos e velhos e isso comprometendo o desenvolvimento da Nação. Nos Países Europeus do Primeiro Mundo, a colheita é um fato festivo. Como exemplo, citamos a VINDIMA na Itália, onde toda a família e colaboradores se envolvem na colheita, desde os meninos e adolescentes até os mais velhos, num ato festivo e de prosperidade. Calculam se fizermos isso!!! Seremos multados e penalizados violentamente. Ao invés de uma colheita festiva, passamos a ter uma época de colheita reprimida e opressiva. UMA TRISTEZA! Pobre BRASIL, na mão de covardes e injusticeiros, abutres do Agronegócio Brasileiro.

Outro ponto é a utilização forçada de máquinas nas lavouras cafeeiras, marginalizando os trabalhadores, muitos dos quais analfabetos e sem nenhuma formação profissional, levando – os a marginalidade nos cinturões da pobreza, nas cidades e comunidades. Tudo isso por irresponsabilidade desse MINISTÉRIO (MISTÉRIO) DO TRABALHO arcaico.

Somos multados por falta de acessórios e aparatos nas nossas máquinas e implementos, uma injustiça!. Porque o Ministério do Trabalho não multa as Multinacionais produtoras de implementos e máquinas como a MASSEY, FORD, VALTRA entre outras? Injustamente, partem por cima dos cafeicultores multando-os. COVARDIA!!!! Por que não exigem que os fabricantes de máquinas e implementos industriais, riquíssimos que fabriquem suas maquinarias dentro das exigências legais? Briguem com o INMETRO!! Mas, nada disso é realizado e o MINISTÉRIO DO TRABALHO continua multando. Porque não exigem um “recall” dos fabricantes como é feito na indústria automobilística? Mas não fazem isso, pois é muito mais fácil multar e extorquir dinheiro dos Cafeicultores. MINISTÉRIO DO TRABALHO, verdadeiros “CHUPINS”. Portanto, o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), deveria chamar MTD (Ministério do Trabalho e Desemprego)

Dentro do apresentado, a SINCAL encaminhará esse documento a todos os Sindicatos de Produtores e Trabalhadores Rurais, aos Deputados, tanto no âmbito Estadual como Federal, à Federação da Agricultura, à CNA, ao CNC, as Cooperativas, ao Ministério do Trabalho e aos Presidenciáveis (Serra, Dilma, Marina entre outros). A SINCAL levará em mãos à Brasília para tornarmos ágeis as ações contra esse MINISTÉRIO DO TRABALHO das Regiões Cafeeiras e protocolaremos nos órgãos competentes.

 

Armando Matielli

Presidente Executivo da SINCAL

Engº Agrônomo com MBA na FGV

Cafeicultor Perseguido pelo Ministério do Trabalho

 

 

Lenilton Soares

Presidente da SINCAL

Presidente do Sindicato Rural de Guapé

Cafeicultor também prejudicado pelo M.T.D

(Ministério do Trabalho e Desemprego)