Março 7, 2026

“Ha ha ha ha ha mas eu tô rindo à toa” , só que pra não chorar.

Mesmo diante de um cenário de incertezas para
2018, com queda já fatídica na produção, nossa commoditie (café) segue sem reação no que tange os preços.
Podendo-se dizer que os mesmos seguem estagnados, ano de 2017, na faixa dos
míseros R$ 450,00/Saca (arábica) apresentando pequenas oscilações.

Analisando uma série de debates nos grupos e
redes sociais, percebe-se tamanha divergência e descompasso com a realidade.
Qualquer atividade precisa ter lucro projetado e garantido. Caso contrário, um
cafeicultor, vira a ser (MUITOS JÁ SÃO SEM PERCERBER) um grande apostador de
bolsa de valores, operando totalmente às cegas em becos escuros e cheios de
armadilhas.

Existem algumas premissas que precisamos
levar em consideração na formação do custo real de produção (diluição do custo
da gleba sobre a atividade, pró-labores, depreciação de bens etc…), já passou
da hora de nos cafeicultores pensarmos como verdadeiros empresários, cada um a
seu porte, dentro do segmento.
Diante
disso, lanço a seguinte pergunta:

1
saca de 60 kg de café arábica a um preço de R$ 450,00 é rentável? Se sim, qual
a margem de lucro??

Diante
de um amplo e debatido estudo realizado entre as entidades SINCAL, CEPEA-ESALQ,
MTE. Obteve-se, dentre as regiões produtoras de cafés arábicas, média conforme planilhas abaixo:

Deixo aqui, para reflexão, a letra da canção
do grupo Fala Mansa:
“Tô numa boa tô aqui de novo, daqui não
saio daqui não me movo, tenho certeza esse é o meu lugar Aha, aha… tô numa
boa tô ficando esperto já não pergunto se isso tudo é certo, uso esse tempo pra
recomeçar Aah Aha…”
Tirem um tempo para reavaliarem seus
respectivos custos de produção e se necessário recomecem seus respectivos
negócios com outros olhos, olhos de prosperidade dentro do segmento.
Fábio Luiz Alfonso
Eng. Agrônomo / Cafeicultor
Consultor da empresa Coisas da Roça –
Brasil